segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016





 
usência


Não são os Séculos que nos formam numa narrativa de irremediável ausência
É a divergente equação de uma incerteza caminhando contra o esquecimento

1 comentário:

  1. “Não são os Séculos” que passam - quando o tempo passa, levando-os – que nos tornam uma “narrativa” ausente, sem leitor (ou leitores) e de narrador foragido… irremediavelmente perdidos nos “Séculos”, que irremediavelmente passam, tornando o Presente um número inacabável de narrativas: umas presentes, outras ausentes, nesse Futuro que prevalece nos Séculos.
    É a “incerteza” que o nosso caminho acarreta, o trajecto que perfazemos todos os dias, que segue uma “divergente equação”, que nos apavora, assombra, fragiliza… ausentando-nos; porque é no Presente que esta “incerteza” se sente, estando, portanto, esta ausência mais presente em nós que a ausência dos “Séculos”.

    Desconhecemos o nosso caminho e vemos nele um punhado de incertezas que segue uma “equação” divergente - sempre escapulindo-se a qualquer eventualidade linear…
    É, porém, esta divergência que nos faz caminhar “contra o esquecimento”.
    Sejamos, portanto, assombrados por esta segunda ausência… para que nos façamos presentes em cada passo dado, em cada trajectória no tempo.

    C.M.

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