terça-feira, 20 de outubro de 2015







nfinitude



Incontados       são os contos
Incontidos        são os traços
E todos os concisos infinitos

1 comentário:

  1. O infinito encontra-se nos contos que ficaram por contar: nas histórias inacabadas, nas histórias que ficaram por conhecer, nas histórias que se perderam em pergaminhos, nas histórias indecifráveis, nas histórias que não chegaram a ser escritas, nas histórias que vamos fazendo e desfazendo enquanto formamos a nossa memória-identidade – constantemente, infindavelmente, em mutação.
    O infinito encontra-se nos traços que não se contêm e se multiplicam: nos traços “incontidos” que, uns sobre os outros, traçam caminhos, rostos, fractais, cruzamentos, deslumbramentos, lembranças e sentimentos; nos traços que nos desenham, nos traços que queríamos ter feito e não fizemos, nos traços que nos marcam, nos traços que nos marcarão.

    Mas o infinito encontra-se, principalmente, nos “concisos infinitos” e nos alongados infinitos. Ambos infinitos e, portanto, inacabáveis
    como os incontados contos
    como os incontidos traços
    como estes três versos.


    C.M.

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